27 janeiro 2017

Resenha: Talvez um dia - Colleen Hoover

Título: Talvez um dia
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Páginas: 368

Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.



Esse romance me proporcionou alguns prazeres como, ganhar no sorteio #LovePEP, ler mais uma vez Colleen Hoover (eita mulher porreta) e terminar a leitura suspirando.

Por diversas vezes comecei e apaguei essa resenha, tive muito receio de escrever sobre uma história tão rica em detalhes e acabar entregando mais do que deveria, bom, eu tentei...

Vamos à resenha:

Maybe Someday conta a história de Sydney e Ridge, dois jovens vizinhos separados por um pátio...

Sydney tem 21 anos, trabalha na biblioteca do campus onde cursa faculdade de música, divide apartamento com sua melhor amiga, Tori e namora há quase dois anos, Hunter. Ela é linda, loira, tranquila, responsável e ultimamente tem gostado de passar suas noites na varanda escutando o vizinho do prédio da frente tocando violão.

Ridge é o vizinho, ele tem 24 anos, está formado há dois e pode se dar ao luxo de trabalhar de casa (meu sonho). Apesar de muito insistir, ele ainda não conseguiu convencer Maggie, sua namorada há 5 anos de se mudar de San Antonio para Austin e de certa forma eu a entendo, afinal, ela trabalha, faz faculdade e também não quer ficar longe da casa de repouso onde seu avô mora. 
Mag tem sonhos e está em busca da realização deles, mesmo tendo inúmeros motivos para chutar o balde. Sendo assim, não sobra outra opção à Ridge, senão a de controlar a superproteção e respeitar a escolha dela.

Enquanto isso, ele segue a vida dividindo apartamento com seus dois amigos, a estranha Bridgette e o rei das pegadinhas Warren que pouco param em casa, mas que nos fazem dar boas risadas em alguns momentos e quando preciso exercem muito bem o papel de amigos.

Ridge anda angustiado, ele precisa compor músicas para a banda do seu irmão Brennan, mas está empacado com um baita "bloqueio criativo". Seu irmão o pressiona, eles precisam de músicas, e buscando inspiração ele passa a ir para a varanda do seu quarto e ficar por lá dedilhando melodias no violão, talvez a inspiração venha... maybe...

Alguns vizinhos saem para suas varandas para ouvi-lo tocar e ele repara que em uma dessas varandas uma garota loira também o acompanha...
Embora pareça que ela está estudando, o que chama sua atenção é vê-la batendo o pé, balançando a cabeça no ritmo da música e cantando...

Cantando? Ele para de tocar. Ela para de cantar.

Eles se olham e pouco tempo depois Rid se comunica com ela usando um papel e uma caneta. Isso aí garoto, atitude!

Ele é louco?
 Ok... ela concorda em trocar mensagens com ele.

Após umas perguntas estranhas e alguns esclarecimentos, ela assume que criou letras para as músicas que ele tocava e isso o deixa curioso, ele insiste e ela concorda em mostrá-las.

"Puta merda. Ela é boa. Muito boa. Brennan vai adorar isso.”

Nasce uma parceria.


Os dias se passam, a varanda vira o ponto de encontro, a conversa é via mensagem e outras músicas são enviadas. 
Syd continua com sua rotina e Rid continua vendo coisas que não gostaria.

Como contar? Melhor não, melhor esperar o momento adequado.

Nossa Ridge, jura que esse era o melhor momento? Justo no dia do seu aniversário? Coitada.

Sydney faz 22 anos e como presente, a verdade nua e crua.

O mundo parece desabar.

O que ela vai fazer? Chorando, na rua, na chuva, sentada em cima das suas malas e com a mão doendo, da próxima vez, deixe o polegar do lado de fora do punho.


As mensagens aumentam sua raiva e a vontade de socar seu mais novo ex-amigo... putz, a carteira ficou lá!

Sem carteira, sem dinheiro, sem táxi, sem hotel, mas o orgulho tá lá! Então o melhor é aceitar o abrigo oferecido pela estranha que só sabe gritar do que voltar e pegar a carteira, ok... eu também não voltaria, ela só precisa de um lugar para ficar por uma noite e um pouco de pinho sol.

Ridge aparece, o abrigo era na casa dele...

Silêncio...

Primeiro um banho misturado a lágrimas e depois o depois...

Ele precisa se redimir, ainda bem que eles digitam rápido.

Bora buscar a carteira, deixar mais uns socos e quem sabe uma fatia de torta para cantar parabéns?

Na volta pra casa uma vingança com cheiro de peixe...

Syd não quer ficar por mais do que uma noite, mas já que tem quarto desocupado, por que não? Ele aceita músicas como forma de pagamento e isso ela pode garantir.

Nasce uma amizade...

Ridge toca, Sydney escreve e a produção está indo de vento em pompa!
As letras dizem muito, expõe os sentimentos e ele quer senti-la cantar...
Você já "sentiu" alguém cantar?


O silêncio é ensurdecedor, eles adormecem e a namorada bate na porta!

Namorada? Syd não sabia... fuja pelo banheiro de duas portas!!!

Alarme falso. Ele precisa se desculpar, mas está ficando difícil conviver com qualidades, talvez os defeitos possam ajudar, maybe...

Talvez a namorada dele seja uma chata, maybe...

Talvez ela seja feia, maybe...

Talvez elas não se tornem amigas, maybe...

E a pessoa aqui entra em parafuso! 
É errado, eu torço pelas duas... E essa "fiadeumaégua" de autora sempre faz isso comigo.
Ela consegue me fazer torcer por dois finais, talvez três, sei lá... o que sei é que no momento estou em cima do muro chamado "princípios e valores".

Preciso de um pouco de pinho sol...

Eita história de acelerar o coração e nos fazer pensar que qualquer final vai me deixar frustrada, mero engano... estamos falando de Colleen Hoover minha gente, e essa mulher devia ser estudada, só acho.

Leia! E acompanhe as músicas compostas pela playlist disponível, vale a pena, garanto que você chegará ao final desse romance pensando no "por que não li antes?"

Noite de verão com céu estrelado para "Talvez um dia".


Beijos,
Gi.








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3 comentários:

  1. Gi amei a resenha. Esse livro é perfeito! Colleen é perfeita né!
    Arrasou!

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  2. Linda a resenha! De todos os romances dela o que mais gostei foi Métrica.
    Bjs!

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  3. Oi!
    Já li alguns títulos da autora mas esse ainda não, porém pretendo ainda esse ano ler. Só ouvi coisa boa sobre o enredo dele.
    Gostei da resenha!

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