18 novembro 2017

Resenha: Piano Vermelho - Josh Malerman - Editora Intrínseca

Título: Piano Vermelho
Autora: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 320
Onde Comprar: http://amzn.to/2it5dk6
Sinopse:

Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição.
Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração.
Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir.
Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.




Quando vi a capa do livro e li a sinopse na página da editora Intrínseca, logo coloquei na minha lista de leituras. E acredito que para muitos leitores que amaram Caixa de Pássaros assim como eu, criaram uma boa expectativa em relação a essa obra.

A trama traz como pano de fundo um dos sentidos. Tudo o que a audição humana é capaz de captar.

Conhecemos uma banda de rock, Os Danes. Com músicos capacitados e por serem ex-militares são convidados a ir para a África para desvendarem que tipo de som tem sido capaz de desativar ogivas, inutilizar armas e comprometer seriamente a vida dos que vão para lá.

Philip Tonka, é o pianista da banda e o mais meticuloso em sonoridade. Acaba sendo o integrante que chega próximo de desvendar o tal som horripilante. Porém, não estava preparado para o que aconteceria em sua vida.  

"Eu não faria isso se fosse você."
A narrativa é toda trabalhada em presente e passado. Acompanhamos o desenrolar da história de Philip e todas as consequências que aquela expedição acarretou na sua vida.
Agora que ele se encontra em um hospital, repleto de marcas no corpo e na alma, ossos esmagados e precisa sair de lá antes que consigam força-lo a revelar o que realmente aconteceu e sobretudo o que ele descobriu sendo o gerador daquele som tenebroso.
Em toda leitura passei querendo descobrir o que viria no próximo capítulo. Josh tem essa artimanha em prender o leitor com seus mistérios e ficamos em agonia sobre que fim levará Philip.

“Meu sol se refaz.”

Uma leitura de sentidos. Onde a melodia que pode ser tão agradável tem o poder de trazer lembranças e levar a mente humana a patamares inimagináveis.

Mas apesar de ter sentindo a leitura fluída e ter ficado presa na trama até as últimas páginas, me decepcionou o final contado. É impossível não comparar ao final de Caixa de Pássaros, onde o autor deixa meio que a cargo do leitor algumas compreensões. Já em Piano Vermelho, o final ficou aquém para a grandiosidade do tema retratado e confesso que até agora estou tentando encontrar uma definição. Amo leituras que mexem com a mente humana, que trazem e tiram mais do leitor, mas em uma tentativa de definir posso dizer que me senti num remake daquele seriado Lost.

Um thriller que mesmo tendo um final que para meus padrões não me agradou, eu indico a leitura pelo jogo psicológico que o autor soube fazer ao longo do texto. 







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3 comentários:

  1. Esse tipo de livro tem uma pegada bem alucinante e mexe bem com nosso psicológico. Não vejo a hora de ler!
    Parabéns pela resenha...bj.

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  2. Tenho medo desse autor hahaha Ele tem o dom de deixar a gente com os parafusos bem soltos na leitura. Amei Caixa de Pássaros e quando puder vou ler esse ai.

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  3. Oie
    uma pena que o final não te agradou mas bom saber que é uma leitura que vale a pena pois gosto do gênero e parece ser realmente muito legal, gostei do enredo e da sua resenha

    beijos
    http://www.prismaliterario.com.br/

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