Resenha: Menina Boa Menina Má - Ali Land - Editora Record

Título: Menina Boa Menina Má
Autora: Ali Land
Editora: Record
Ano: 2018
Páginas: 376
Onde Comprar: AMAZON 
Sinopse:


Os corações das crianças pequenas são órgãos delicados. Um começo cruel neste mundo pode moldá-los de maneiras estranhas Nome novo. Família nova. Eu. Nova. Em folha. A mãe de Annie é uma assassina em série. Um dia, Annie a denuncia para a polícia e ela é presa. Mas longe dos olhos não é longe da cabeça. Os segredos de seu passado não a deixam dormir, mesmo Annie fazendo parte agora de uma nova família e atendendo por um novo nome — Milly. Enquanto um grupo de especialistas prepara Milly para enfrentar a mãe no tribunal, ela precisa confrontar seu passado. E recomeçar. Com certeza, a partir de agora vai poder ser quem quiser... Mas a mãe de Milly é uma assassina em série. E quem sai aos seus não degenera...





Annie, mesmo com pouca idade, já passou por várias situações difíceis na vida. Vivendo em um lar com sua mãe em uma dinâmica nada convencional, passou os horrores de presenciar sua mãe levando algumas crianças para a casa delas em períodos distintos, praticando maldades e torturas com elas. 

Não suportando mais viver dessa forma, Annie resolve entregar as atividades de sua mãe para a polícia, após matar Daniel, um dos garotinhos que estavam em sua casa, no quarto do qual chamava de playground. 


“Detalhes revelados recentemente afirmam que os assassinatos eram realizados num quarto que ela chamava de playground, na sua casa em Devon. Após sua prisão, os corpos de oito crianças foram descobertos no porão e um nono foi encontrado no dito playground.”


Como é de menor e para ter sua identidade preservada, Annie passa a se chamar Milly e vai para a casa de Mike, um psicólogo que tenta ajudá-la, mas aproveita as suas sessões e esse caso envolvendo serial killer para tomar notas para seu livro.

Enquanto Milly aguarda marcarem o julgamento de sua mãe, vai se adaptar a rotina de sua provisória família com Mike, Saskia e a filha, Phoebe. Uma tarefa um tanto difícil, já que a rotina deles é bem estranha. 

Mike é psicólogo, mas ao prometer que iria parar de abrigar pacientes em sua casa e não cumprir com sua palavra, arruma série problemas com a filha, que já não tem a melhor das relações com sua mãe, passando a pegar ainda mais no pé de Milly, cometendo bullyings cada vez mais graves junto de suas amigas Izzy e Clodine na escola e onde mais ela conseguir.


“Sim, eu sempre vou ser Annie para você, mas para os outros sou Milly. Gêmeas siamesas dentro de mim, em guerra.

Menina boa.

Menina má.

Está orgulhosa de mim, não está? Eu joguei o jogo, talvez até tenha ganhado, mamãe.”


Phoebe é do tipo sorrateira. Está sempre despejando suas frustrações e raivas em cima das pessoas, mas consegue se safar devido sua popularidade e intimidação para com as outras pessoas. 

Mas o que ela não contava é que Milly teria um passado repleto de marcas e muita sujeira. E está tentando a todo custo deixar o passado no esquecimento, mesmo que as memórias venham lhe revisitar dia após dia, não deixando-a esquecer de toda a sua origem e de quem é filha. 



Se tem um tipo de leitura que me pega mais que os romances, são os suspenses. Alguns thrillers conseguem ser explorados de forma tão maestral que fica impossível não se conectar com o personagem, mesmo que esse seja um ser humano terrível.

A autora fez um trabalho de pesquisa incrível e traz ao final das suas considerações um pouco sobre a experiência vivida com jovens e crianças em abrigos que trabalhou. Também ao longo da leitura fica evidente a mensagem sobre como os filhos são influenciados pelas atitudes dos pais seja para o bem ou o mal. 

A narrativa é densa, mas tem um bom ritmo e mesmo com tantas informações sobre o desenrolar da trama, a composição dos personagens, os medos, as fraquezas e a luta de Annie em se manter em seu novo convívio e aparentemente longe das mazelas de seu passado, não deixaram a leitura arrastada, pelo contrário, me senti conectada e ligada o tempo todo com toda o enredo.

Como um bom thriller psicológico, temos algumas surpresas, relatos de verdades nuas e cruas, que deixará o leitor chocado e o restante você terá que descobrir sozinho, vai por mim, valerá a pena. 

Menina boa Menina má, é o lançamento de agosto da editora Record e pode ser adquirido em físico ou em ebook.






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4 comentários

  1. Uauuu..estou bem surpresa com esse livro!
    Nao sabia muito da historia e achei bem diferente do que estou acostumada a ler, ainda mais tendo uma criança tao envolvida nisso tudo.
    A capa ficou um arraso e agora estou mega curiosa pra saber o desfecho dessa historia, ja vi que vou amar.
    Beijos.

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  2. Olá,

    Que premissa maravilhosa! Amo um bom suspense e esse parece ser daqueles que a gente só larga quando terminar. Essa é a primeira resenha que leio dessa obra, fiquei curiosa para saber como será essa nova vida de Milly, será que a fruta cairá longe do pé?

    Beijos,
    oculoselivrosblog.blogspot.com.br/

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  3. Oi Cami, esse livro acabou vindo de cortesia da editora e uma colunista do blog vai resenhar, achei a premissa dele muito interessante mas não me pareceu nada de surreal ou que me prendesse, sabe? Uma pena. Ainda assim, fico feliz em saber que no decorrer da leitura você foi surpreendida.

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  4. Olá, eu estava bem curiosa para saber mais sobre a história e conferir uma opinião sobre esse livro. Que tenso tudo isso pelo que Annie passou com a mãe e nessa casa nova. Gosto de livros do gêneros e lerei esse assim que possível.

    http://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/

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