Resenha: Dinastia Dourada - Kristen Ashley - 3DEA Editora

Título: Dinastia Dourada
Autora: Kristen Ashley  
Editora: 3DEA
Ano: 2019
Páginas: 415
Onde Comprar: AMAZON 
Sinopse:

*Livro recebido em parceria com a editora.

“Circe Quinn vai dormir em casa e acorda em um cercado cheio de mulheres com trajes virginais – e ela é uma delas. Logo, se dá conta de que não está tendo um sonho selvagem, e sim vivendo um pesadelo assustador. Circe foi transportada para uma terra estéril povoada por primitivos, e em pouco tempo é instalada – muito relutantemente – em seu trono branco de chifres como rainha.
Dax Lahn é o rei de Suh Tunak, a horda da nação de Korwahk. Ao olhar Circe, imediatamente soube que ela seria sua noiva, e juntos cumprirão a lenda da Dinastia Dourada.
Circe e Lahn são separados por idioma, cultura e pelo pequeno fato de que ela é de um universo paralelo; e não tem ideia de como chegou lá ou como como voltar para casa. Enfrentando desafio após desafio, Circe se encontra como Rainha da brutal horda Korwahk e esposa de seu Rei. Ela faz amigos e então se vê apaixonada por essa terra primitiva, seu povo e especialmente o seu líder selvagem.”




Circe Quinn acaba de acordar em um lugar completamente diferente de seu quarto. Vestindo trajes virginais, uma correria a assusta e logo em seu caminho surge Narinda, que também está tentando entender o que aconteceu. 

O momento não poderia ser pior, a cidade de Korwahk está passando pelo período ritual conhecido como A Caça às Esposas. Instruída a ficar de cabeça baixa enquanto passa pela multidão, Circe cai no erro por causa da curiosidade e acaba olhando em uma direção e seu olhar cruza com ninguém menos que Dax, o rei Lahn. 

Por sua beleza e cabelos dourados, Dax resolve reivindicar Circe, mas antes ele precisa enfrentar um concorrente até que consiga pegar essa bela mulher pra si. 

“— É a crença do povo Korwahk de que o mais poderoso Dax em sua história encontrará a rainha de ouro, uma noiva guerreira, de cabelos loiros, coração gentil e com espírito feroz. Essa história tem sido contada por séculos, milênios... o poderoso Dax e sua Dahksahna dourada se uniriam e a Dinastia Dourada começaria, trazendo à nação Korwahk grande riqueza, colheitas abundantes, mulheres férteis. A magia cairia sobre a terra e o povo Korwahk estaria a salvo sob a força do rei e dos encantos da rainha.”

A horda de Dax é primitiva e esses guerreiros selvagens não conhecem outra forma a não ser agir dessa forma brutal, por isso logo que captura Circe, ela decide lutar contra as agressões, mas o rei é forte e acha que enfim encontrou uma rainha e guerreira a altura para dar continuidade a Dinastia Dourada. 

Para Circe é um mundo completamente diferente. Ela não fala a língua daquele povo, os costumes são aterrorizantes e muitas vezes bárbaros. Mesmo com todas as joias, escravas e sendo diversas vezes estuprada por seu rei, é vista por todos como a rainha e com os conselhos de Diandra começa a compreender parte daquele mundo. 

“Você e eu. Ouro e tinta. Rei e Rainha. Tigre e Tigresa. Seu ouro está no meu corpo agora. Minha pintura estará em seu corpo hoje à noite, minha Circe.”

Porém, cada vez que Dax se aproxima, Circe se sente perdida. Mas ela compreende que precisa entrar na dança para não ter um destino ainda pior e com a proximidade e seu jeito determinado, ela aos poucos transformará a vida desse rei e ao descobrir que seus sentimentos estão ligados a magia traz a esperança para seu povo de que a Dinastia Dourada realmente está acontecendo. 

Só que nem tudo é relacionado a esses dois. Dax convive com o perigo constantemente. Alguns inimigos querem tirá-lo do seu trono e não vão hesitar em utilizar todas as armas para acabar com a Dinastia. 

E tudo parece piorar quando descobre a verdadeira origem de Circe. 

Será que a rainha é uma traidora? Dax sendo um guerreiro compreenderia todas as mudanças e reviravoltas que Circe traz com ela?



Quando terminei a leitura de Dinastia do Gelo, me vi bem curiosa para continuar desbravando a série. Logo desejava conhecer os caminhos e o novo casal de Dinastia Dourada. Confesso que fui cheia de expectativas, mas alguns acontecimentos ao longo do enredo me deixaram em partes frustradas. 

Dinastia Dourada é uma história completamente chocante e cheia de temas polêmicos. Até entendo que estamos falando sobre um reino de guerreiro primitivos, bem ao estilo de Conan O Bárbaro, mas a forma como foi executado é que a leitura foi me perdendo. 

O arco central da trama é bem elaborado, conhecemos um povo que acredita na prosperidade através da Dinastia Dourada. Temos magia, aventuras, um pouco de política. A língua nativa é bem rica em dialetos e a autora nos fornece um glossário ao final do livro para compreendermos as frases que são ditas por aquele povo. Mesmo que tenha sido incrível acompanhar essas conversas, além da genialidade da Kristen, confesso que em boa parte da leitura começou a ficar cansativa principalmente porque precisava ir ao final do livro para entender cada palavra e formar a frase. Depois foi fluindo mais rápido quando a tradução de algumas frases estava no rodapé da página. 

Não detestei os personagens. Eles são falhos, ora demonstram doçura e sabedoria. Tentam compreender as diferenças e por se entregarem aos sentimentos começam a cuidar para satisfazerem as necessidades, desejos, anseios e zelo dentro do casamento e isso foi legal de acompanhar. 

Alguns pontos não consegui compreender, deixando claro as falhas dessa história. O enredo se passa no mesmo tempo que Dinastia do Gelo e toda a construção sobre a troca através da magia, demora demais a ser esclarecido. Temos menção aos protagonistas do primeiro livro e essa mudança de cenário chocou principalmente pela brutalidade envolvendo os personagens. Deixando uma história que tinha grande potencial se perder em meio as constantes cenas de estupros, violência as mulheres, sem falar no exagero de cenas eróticas e ficou bem claro a romantização do abuso. 

Sobre a edição: Publicado pela 3DEA editora, o projeto gráfico segue o padrão do primeiro livro, mas aqui representado pelo tigre que compõe a trama. A fonte para leitura é agradável, temos nota da autora, diagramação bonita e na orelha da contracapa temos o marcador do livro para aqueles que optarem por destaca-lo. 

Concluindo minhas divagações sobre Dinastia Dourada, terminei essa leitura com a sensação de gostei de algumas coisas e outras nem tanto assim. Porém, como toda leitura, indico que o leitor conheça a história e tire suas próprias conclusões. E torço para que os próximos livros sejam arrebatadores como Dinastia do Gelo que segue como meu preferido da série até o momento.






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Um comentário

  1. Estava curiosa para saber mais desse segundo livro. Uma pena que a leitura se perdeu com esses temas polêmicos.

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