Resenha: Tudo que a gente sempre quis - Emily Giffin - Editora Arqueiro

Título: Tudo que a gente sempre quis 
Autora: Emily Giffin 
Editora: Arqueiro
Ano: 2019
Páginas: 304
Onde Comprar: AMAZON 
Sinopse:

*Livro recebido em parceria com a editora.

Casada com um membro da elite de Nashville, Nina Browning leva a vida com que sempre sonhou. Recentemente, o marido ganhou uma fortuna vendendo seu negócio de tecnologia e o filho adorado foi aceito em Princeton. No entanto, às vezes Nina se pergunta se ela se afastou dos valores com que foi criada em sua pequena cidade natal.
Tom Volpe é um pai separado que se divide entre vários empregos para criar a filha, Lyla. Ele finalmente começa a relaxar depois que a menina ganha uma bolsa de estudos na escola de maior prestígio de Nashville.
Filha de uma brasileira e de origem menos abastada, Lyla nem sempre se encaixa em meio a tanta riqueza e privilégios, mas, na maioria das vezes, ela é uma adolescente típica e feliz.
Então uma fotografia, tirada em um momento de embriaguez em uma festa, muda tudo. À medida que a imagem se espalha, as opiniões da comunidade se dividem.
No centro das mentiras e do escândalo, Tom, Nina e Lyla são forçados a questionar seus relacionamentos mais íntimos, percebendo que tudo que sempre quiseram talvez não fosse tão perfeito assim.




Nina Browning vive uma vida estruturada. Um casamento de causar inveja nas rodas da sociedade. Há anos a vida dela e de seu marido Kirk deu uma grande guinada, quando a empresa de tecnologia e software dele passou a gerar uma imensa fortuna e eles se firmaram entre os grandes geradores de fortuna de Nashville. 

Finch, o filho de Nina, tinha tudo para ser motivo de orgulho de seus pais. Acabara de ser aceito na Universidade de Princeton. Seu futuro estaria garantido, uma carreira brilhante que iniciou na Windsor, a escola tradicional da elite de Nashville, até que suas condutas colocassem a prova todo orgulho que sua mãe sempre demonstrou. 

“Permanecer naquele casamento seria o mesmo que endossar tudo que Kirk havia feito. Finch precisava saber que havia consequências para o comportamento egoísta e arrogante de seu pai. Eu tinha de fazê-lo ver que havia outra forma de se comportar.”

Após uma ida a uma festa na casa de um amigo, Finch e Beau exageram quando abusam e tiram fotos de Lyla, colega bolsista de sua escola. Além disso, as fotos vazam nas redes sociais complicando ainda mais a situação, quando o pai de Lyla fica chocado com as imagens que estão sendo divulgadas. 

Lyla foi criada por Tom Volpe, seu pai. Sua mãe nunca criou laços, pois o vício com álcool e uma vida libertina sempre falou mais alto. Por ser de origem mais humilde, porém muito inteligente, conseguiu a bolsa para estudar na escola que lhe daria uma oportunidade de ter uma carreira promissora, mas após esse triste episódio, passou a ter que lidar com o julgamento das pessoas em volta dessa situação, não deixando outra opção para seu pai ir atrás de uma punição. Só que novas informações podem apontar para outras pessoas e lidar com a elite da Nashville se mostrará mais confusa do que eles poderiam imaginar. 

“Simplesmente não posso acreditar no que está acontecendo agora. Na pessoa em que meu filho se transformou.
E, no entanto, posso, sim. Porque às vezes não enxergamos aquilo que está bem ali, debaixo do nosso nariz.”


Tudo que a gente sempre quis traz conflitos pessoais muito interessantes. O enredo me agradou demais e se mostrou bem envolvente. Apesar de termos uma questão central que leva a origem de todos os outros questionamentos, não temos o foco da trama apenas em Lyla. Claramente, a autora se preocupou em desenhar o retrato diferenciado da família rica e a família pobre. 

De um lado temos Nina, uma mãe que começa a sentir os efeitos nocivos do excesso de dinheiro e a falta de limites com o qual criou seu filho, as mentiras e o famosinho jeitinho que Kirk sempre insiste em dar usando dinheiro para conseguir apagar os rastros e entra em conflito sobre a razão, o amor, seu casamento. 

Em outro, conhecemos Tom com suas marcas, suas lutas e a dificuldade de criar uma filha sozinho, entender as questões que assolam os jovens. Um verdadeiro paizão que não deseja que sua filha seja vítima da impunidade gerada pelos ricos e sim, um futuro brilhante, com estudo, uma vida digna. 

A surpresa se mostra na interação de Nina e Tom que mesmo tão diferentes, conseguem priorizar os valores da vida. 

A editora Arqueiro caprichou no projeto gráfico, com toque aveludado, a capa foi votada pelos leitores. A diagramação é simples, fonte confortável para leitura e não observei erros de ortografia. 

Um livro extremamente cativante, mas que traz um retrato preocupante sobre como grande parte dos jovens tem priorizado viver de forma inconsequente e esquecendo a importância dos valores que deveriam ser o pilar de suas ações. 

Emily Giffin sob uma narrativa ágil e envolvente, traz personagens interessantes em seus dramas e aborda temas atuais e necessários nos levando a várias reflexões.





7 comentários via Blogger
comentários via Facebook

7 comentários

  1. Olá!
    Gostei muito do seu artigo e toda a história parece-me emocionante! Já tinha ouvido falado do livro e da escritora e só tinha ouvido falar bem e, vejo que você gostou. Vou tentar pesquisar para o ler também :)
    Beijinho :*


    http://tudosoblinhas.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. Oi, Cá.
    Ainda não conhecia o enredo desse livro, mas me pareceu uma história super interessante.
    Adorei os quotes que você destacou!
    As histórias da autora sempre me emocionam e tenho certeza que vou amar mais essa!
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

    ResponderExcluir
  3. Eu estou bem curiosa com esse livro, eu gostei da premissa dele e acho que pode ser uma leitura bem proveitosa para mim. Eu não sabia que a editora havia feito uma votação para essa capa, eu adorei o resultado, achei essa muito bonita.

    ResponderExcluir
  4. Estou com esse livro em minha estante e logo pretendo estar lendo, confesso que estou bem interessado em conhecer a trama na íntegra. Bela resenha, parabéns!!!

    ResponderExcluir
  5. Li um livro da autora a muito tempo atrás e não lembro realmente se gostei ou não, acho que por isso nunca mais me interessei por nada da autora. A forma como você descreveu este enredo e suas impressões pessoais me deixaram curiosa e já quero ler também.
    Beijos

    ResponderExcluir
  6. Olá!
    Eu adoro os livros da autora e tem tempo que não leio nada, assim que o livro saiu fiquei com muito vontade de conferir essa história. Emilly sempre aborda temas familiares, e eu adoro esse tema e vê como ela consegue de forma simples desenvolver os dramas sem deixar uma coisa monótona e muito repetitiva. o livro já está na minha lista de leituras e espero poder ler em breve!

    beijos!

    ResponderExcluir
  7. Que edição bonita, não? O livro parece bastante interessante e a identificação já começa em uma das personagens ser brasileira. Bem legal essa coisa de embate de classes sociais e discussão de temas pertinentes aos jovens. Abraço!

    ResponderExcluir