Resenha: A Guerra que salvou a minha vida - Kimberly Brubaker Bradley - Darkside Books

Título: A Guerra que salvou a minha vida
Autora: Kimberly Brubaker Bradley
Editora: Darkside
Ano: 2017
Páginas: 240
Onde Comprar: AMAZON 
Sinopse:

Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
Kimberly Brubaker Bradley consegue ir muito além do que se convencionou chamar “história de superação”. Seu livro é um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra Mundial. E de como os grandes conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha. No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa.
Essa é uma das belas surpresas do livro: mostrar a guerra pelos olhos de uma menina, e não pelo ponto de vista de um soldado, que enfrenta a fome e a necessidade de abandonar seu lar. Assim como a protagonista, milhares de crianças precisaram deixar a família em Londres na esperança de escapar dos horrores dos bombardeios.




Ada é uma menina com seus dez anos. Por ter nascido com pé torto, foi negligenciada por sua mãe e com isso nunca foi permitido que ela saísse de casa, vendo a vida através da janela. Em compensação, seu irmão Jamie sempre teve liberdade para sair e Ada sempre teve que dar a maior parte da comida para ele e tudo que acontecia em casa era descontado nela, colecionando inúmeras agressões. 

Com isso, a jovem começou a travar uma batalha interna e decidiu começar a aprender a andar, escondido de sua mãe, ao invés de rastejar pela casa. 

Os rumores da Guerra aumentavam a cada dia e por precaução, os pais estavam enviando seus filhos para o interior da Inglaterra, afim de que saíssem da mira dos bombardeios ocasionados pela Alemanha. Então Jamie quando menciona que o trem irá partir, Ada decide fugir com seu irmão, deixando sua mãe para trás.

"Foi horrível, mas eu não desisti. Eu persisti. E venci a batalha."

Quando chegam no interior, as famílias começam abrigar os evacuados e os irmãos conhecem Susan, uma mulher que teve uma importante perda recentemente e não deseja ter que cuidar de duas crianças, porém acaba cedendo aos apelos de lady Thorton e os abriga. 

Inicialmente a convivência é difícil, mas logo Susan passa a cuidar deles, alimentá-los, vesti-los, arruma muletas para Ada. Ela aprende a escrever e a ler, assim como tem a companhia fiel do pônei Manteiga, e pouco a pouco vão se afeiçoando uns aos outros. Porém, Ada não entende os sentimentos que vão brotando em seu peito, afinal de contas ela nunca recebeu carinho, atenção, sempre foi tratada como estorvo, apanhava constantemente, vivia trancada embaixo da pia, ou seja, uma aberração para sua mãe. 

Mas Ada jamais imaginou que sair de Londres mudaria tanto a sua vida, que conheceria os sintomas de felicidade mesmo que em tempos tão difíceis como a guerra.

“Dei a mão a ela. Um novo e desconhecido sentimento me preencheu. Parecia o mar, a luz do sol, os cavalos. Parecia amor. Vasculhei minhas ideias e encontrei o nome. Felicidade.”


Terminei esse livro me perguntando porque não o li antes se estava há tanto tempo na estante. Publicado pela Darkside, sua edição é tão linda. Com capa dura, fonte confortável para leitura. 

Uma história extremamente sensível e que emociona logo nas primeiras páginas. Foi difícil parar para fazer outras coisas de tanto que fui absorvida pelo enredo e torcia pela protagonista. 

Além de acompanhar um pouco das consequências oriundas da Segunda Guerra, conhecemos Ada de um jeito comovente. A autora nos mostrar passo a passo as evoluções de Ada, os horrores vivenciados por uma menina sem experiência e nenhum conhecimento sobre a vida. 

A Guerra que salvou a minha vida que transporta o leitor há várias reflexões. Uma história emocionante e porque não dizer inspiradora sobre recomeços, amor ao próximo, sobre a família que nosso coração escolhe e de não esmorecer mediante as lutas que a vida impõe em busca de uma vida feliz.

DLL19 Julho | Um livro com mais de 100 páginas.







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