Resenha: Uma loucura e nada mais - Mary Balogh - Editora Arqueiro

Título: Uma loucura e nada mais - Clube dos sobreviventes #3
Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Ano: 2019
Páginas: 272
Onde Comprar: AMAZON 
Sinopse:

*Livro recebido em parceria com a editora.


Mary Balogh já vendeu mais de 100 mil exemplares pela Arqueiro e é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times.
Depois de sobreviver às guerras napoleônicas, Sir Benedict Harper está lutando para seguir em frente e retomar as rédeas de sua vida. O que ele nunca imaginou era que essa esperança viesse na forma de uma bela mulher, que também já teve sua parcela de sofrimento.
Após a morte do marido, Samantha McKay está à mercê dos sogros opressores, até que planeja uma fuga para o distante País de Gales para reivindicar uma casa que herdou. Como o cavalheiro que é, Ben insiste em acompanhá-la em sua jornada.
Ben deseja Samantha tanto quanto ela o deseja, mas tenta ser prudente. Afinal, o que uma alma ferida pode oferecer a uma mulher? Já Samantha está disposta a ir aonde o destino a levar, a deixar para trás o convívio com a alta sociedade e até mesmo a propriedade que é sua por direito, por esse...




Sir Benedict Harper está deprimido por sua condição física. Impossibilitado de seguir em frente junto dos soldados por ter sofrido um acidente durante as Guerras Napoleônicas, passou a integrar ao Clube dos Sobreviventes e uma vez ao ano, ele e seus cinco amigos se juntam para uma temporada na casa de campo na Cornualha onde conversam, tentam encarar as adversidades e passam um tempo falando sobre as batalhas que enfrentaram. 

“– É fascinante como as pessoas são afetadas por suas enfermidades de maneiras diferentes – disse Bea durante um chá tardio. – Algumas são uma inspiração. Permanecem sorridentes e animadas enquanto sofrem as mais terríveis aflições. Outras fazem com que os demais sintam como se estivessem sendo sugados para um buraco negro com elas, coitadas.”

Porém na última noite, seus amigos notam que Benedict encontra-se triste e pensativo. A verdade é que Benedict vive limitado a companhia de muletas e é difícil para ele aceitar que não poderá viver como antes, sendo que hoje não pode nem ao menos dançar. Além disso, desde que se recuperou de seu acidente, ele ainda não regressou a sua residência e ficou à frente dos negócios e não sabe como lidar com seu irmão que assumira com grande talento a administração de Kenelston. Então resolve ir visitar sua irmã no condado de Durham até que decida que rumo tomar.

“Ele havia admitido abertamente que ficaria tentado a atrair seu interesse se ela não fosse recém-viúva. Ela deveria ter atravessado a distância entre os dois e lhe dado uma bofetada. Ou tê-lo mandado embora.
Mas essa era de longe a coisa mais bonita que alguém lhe dizia depois de muito, muito tempo.”

Samantha McKay está vivendo o luto por seu marido, o capitão Matthew McKay, que se machucou na guerra, porém as sequelas dos seus ferimentos o deixou preso a uma cama por longos cinco anos, que só permitia que ela ou seu valete o vissem, tamanha era sua vaidade. Com isso, Samantha não tinha uma vida social e não conhecia os vizinhos. Agora que já se passaram quatro meses, ela começa a se interessar em dar uma volta pelos campos próximos a propriedade.

“– Prometi que você ficaria a salvo de mim – lembrou-lhe ele.

– Às vezes – disse ela, virando a cabeça para o mar, – estar a salvo é uma coisa sem graça e desanimadora.”

Em seu momento de calmaria, é surpreendida por um homem cavalgando e se assusta quando o cavalo se aproxima de forma brusca e então conhece Benedict Harper. Os dois discutem brevemente, mas seguindo os conselhos de Beatrice, irmã de Bem, ele decide pedir desculpas e convidá-la para tomar um chá. Por mais tentada que Samantha fique, ela está lidando com uma companhia extremamente desagradável e rígida, a sua cunhada Matilda, que nunca vê nada com bons olhos e está sempre freando as atitudes de Samantha insistindo em mantê-la afastada de todos a sua volta. E quando elas se desentendem, Matilda vai embora e não muito depois, Samantha precisa lidar com a notícia que terá que ir para a casa dos sogros pois Bramble Hall não lhe pertence. 

Desesperada, Samantha resolve fugir, pois nada nesse mundo lhe agradaria mais que ficar longe dos familiares de seu marido. E com a proteção e o apreço de Ben, eles partem para uma o país de Gales, afim de encontrarem um casebre no qual sua tia-avó teria deixado para sua mãe e que agora lhe pertence. Seu desejo é se sentir viva, longe das amarras e da tirania dos McKay e a viagem se mostra uma aventura para ambos que apreciam cada vez mais a companhia um do outro. Assim que chegam, Samantha se surpreende com o local e o tal casebre decidindo se instalar e desfrutar da nova chance que a vida está lhe proporcionando e porque não adicionar o prazer de estar na companhia de um homem como Ben. Mas será que ambos estariam dispostos a dar um passo maior nessa nova perspectiva de vida? 

“Vamos nos esquecer de tudo, exceto da areia, da água, da liberdade e da felicidade de uma tarde ensolarada. E do fato de estarmos juntos.

Às vezes é bom simplesmente se esquecer de tudo o que talvez se devesse lembrar, e simplesmente viver o momento.

Às vezes o momento é tudo o que realmente importa.”


Se tem uma coisa que Mary Balogh sabe fazer é nos encantar com seus personagens e suas histórias de vida. 

Se de um lado temos Ben tentando se encontrar e se estabelecer com sua condição de vida. Do outro conhecemos Samantha, ansiando pela liberdade, aprendendo mais sobre sua família e resgatando suas origens. Se sozinhos eles já nos envolvem, quando interagem fica impossível não torcer para que consigam ser felizes. 

Destaco também Beatrice, como gostei da irmã de Ben. Sensata, incentivadora, até poderia ter um livro dela. E fiquei curiosa para saber o porquê de Matilda ser tão ácida, rígida assim. 

Uma loucura e nada mais é um romance de época lindo sobre recomeços, aceitação, família. Diferente daqueles inúmeros bailes e temporadas, aqui somos agraciados com um casal que vai se descobrindo aos poucos e retomando o sabor pela vida. 

Com uma narrativa apaixonante, ágil, diálogos bem construídos, as cenas nos acolhe, nos faz suspirar e deixa um quentinho no coração. E assim como o livro do Hugo (Uma proposta e nada mais, esse também entra para os meus favoritos.

DDL19 Julho | Livro do gênero favorito.






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