Resenha: O Barão do Café - Jas Silva - 3DEA Editora

Título: O Barão do Café 
Autora: Jas Silva
Editora: 3DEA 
Ano: 2019
Páginas: 395
Onde Comprar: AMAZON 
Sinopse:

*Livro recebido em parceria com a editora.


O mundo pertence a Augusto Alencar Gouvêa, que hoje, aos 34 anos, comanda de forma agressiva e implacável, o império agropecuário que teve início com o seu trisavô: o primeiro Barão do Café de Ribeirão Preto.
Após impedir que o seu legado fosse destruído pelo que os homens de sua família chamaram equivocadamente de amor, Augusto jurou não deixar que a história se repetisse. Sua forma intransigente de lidar com os negócios, o tornou temido, e poucos eram os que cometiam o erro de atravessar o seu caminho.
Os que fizeram, o acusam de não possuir quaisquer escrúpulos ou decência moral. E é essa ausência de moralidade que levará o empresário à vida de Estela Saavedra. Uma jovem de coração e alma cigana, que, com sua selvageria, se verá diante de um homem que acredita que o poder que detém é o suficiente para torná-lo intocável.
Não importa o crime que cometa.
Ou por cima de quem precise passar.
Talvez, seja apenas o sangue Alencar trazendo à tona o seu lado mais obsessivo, mas quando Augusto coloca os seus olhos na garota que deveria destruir, seus planos mudam, e ele sabe que antes de obter o que deseja, terá de sentir o gosto da inocente cigana em sua boca.



Augusto tem como legado as propriedades de café de sua família. Após conseguir mantê-las a salvo da insanidade de seu pai, teve êxito em colocar as indústrias de forma competitiva e bem colocadas no ranking mundial dos exportadores de café. 

Desde muito jovem, Augusto colecionou algumas decepções, a maior delas quando sua mãe se apaixonou por um cigano e saiu de casa para viver esse amor, deixando-o com seu pai. Vendo dia após dia seu pai nutrir rancor e sofrimento por essa mulher, Augusto foi tornando-se cada vez mais duro, insensível e sem escrúpulos em todos os ramos da sua vida.

“Dei-me conta, naquele momento, que o julgamento e o desprezo, do qual achei estar acostumada, quando partiam desse homem, atingiam-me de uma forma muito mais intensa e dolorosa.”
A pedido de seu pai, Augusto retorna a cidade. Ele descobre que seu pai enterrou sua mãe nas terras de sua família, mesmo não gostando, é lá que ele terá o primeiro contato com uma jovem que mudará de vez sua vida. 

Estamos falando da inocente, mas arredia Estela, com seus 19 anos e filha do cigano que estava casado com a mãe de Augusto, o que gera um primeiro encontro nada amistoso, mas quando esse homem descobre que Estela assinou um documento de sua tia Hortência, irmã de sua mãe, dando-lhe as terras em uma parte rica para aumentar o plantio e produção de café, Augusto traça um plano para seduzir Estela, tomar tudo dela e de quebra se vingar de sua família. 

“O momento em que me dei conta de que o que sentia por essa garota não era somente tesão, que o que me motivou a estar perto dela não foi o desejo de vingança. Havia mais, havia amor.”


Conflitos, intrigas, brigas, embates calorosos a gente vê por aqui. Por mais que essa fórmula sobre romances que iniciem a partir dessas rixas familiares me deixe animada e empolgada com a leitura, confesso e de coração partido digo que me decepcionei com essa leitura. Não consegui sentir empatia por nenhum dos dois personagens principais. 

Augusto é irritante, suas atitudes são desrespeitosas, abusivas e cada vez que ele chamava Estela de ciganinha, não conseguia entonar de forma carinhosa, na minha interpretação era sempre de forma que diminua a mulher, isso me incomodou demais. 

Em relação a Estela tirando a parte que se mostra de bom coração, onde mesmo no pouco faz parte de sua essência ajudar ao próximo, me chateou vê-la se entregar tão rápido ao cara, uma vez que se mostrava inocente e que prezava pelos costumes de seu povo. 

Ainda que a trama não tenha me conquistado por seus protagonistas, é notável as pesquisas da autora sobre o ramo do café, assim como os cenários que são capazes de dar leveza em meio aos dramas familiares. 

Publicado pela 3dea editora, a capa, assim como a diagramação e todo o projeto gráfico estão muito bonitas. 

Dentre os livros da autora, da qual amo suas histórias, infelizmente O Barão do Café não foi meu favorito, mas é minha opinião, por isso convido você a leitura para tirar suas próprias conclusões. 

Se você gosta de tramas intensas, com uma boa dose de cenas quentes, personagens contraditórios, enredos com reviravoltas, conflitos familiares e redenção, certamente será arrebatada por essa leitura.

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