Resenha: O Conto da Aia - Margaret Atwood - Editora Rocco

Título: O Conto da Aia: Graphic Novel
Autora: Margaret Atwood
Editora: Rocco
Ano: 2019
Páginas: 240
Onde Comprar: AMAZON 
Sinopse:


Offred é uma aia da República de Gilead, um lugar onde as mulheres são proibidas de ler, trabalhar e manter amizades. Ela serve na casa do Comandante e de sua esposa, e sob a nova ordem social ela tem apenas um propósito: uma vez por mês, deve deitar-se de costas e rezar para que o Comandante a engravide, porque em uma época de declínio da natalidade, Offred e as outras Aias têm valor apenas se forem férteis. Mas Offred se recorda dos anos anteriores a Gilead, quando era uma mulher independente, com um emprego, uma família e um nome próprio. Hoje, suas lembranças e sua vontade de sobreviver são atos de rebeldia. Provocante, surpreendente, profético. O conto da Aia é um fenômeno mundial, já adaptado para cinema, ópera, balé e uma premiada série de TV. Nessa nova versão em graphic novel, com arte arrebatadora de Renée Nault, a aterrorizante realidade de Gilead é trazida à vida como nunca antes.





Desde o lançamento na Bienal do Rio que estava desejando comprar esse livro e quando me deparei com a possibilidade de resgatar alguns pontos no clube de vantagens do meu cartão, não perdi a oportunidade quando vi essa edição disponível para troca. 

Quem nunca ouviu falar de O Conto da Aia, um dos maiores e mais consagrados livros da autora canadense e que também ganhou sua versão para adaptação, até o momento em sua 3ª temporada. 
“Tudo o que as Aias usam é vermelho: como a cor do sangue, que nos define.”
A versão em graphic novel está belíssima. Com uma edição luxuosa, a capa em soft touch (toque aveludado), a arte e adaptação realizada por Renée Nault é impecável, dando uma amostra do terror vivenciado pelas mulheres na República de Gilead. 

Um local onde a sociedade feminina se tornou oprimida e sem voz, existindo apenas para servir os homens nos mais altos cargos do poder, ditando uma vida angustiante com base em preceitos bíblicos adotados de forma bem chocante, insana. Cada cor dita a função que essas mulheres precisam realizar: Aia de vermelho, Esposas de azul, Marthas de verde, as Econoesposas ou mulheres de homens pobres usam vestidos listrados. 

Acompanhamos então nossa personagem central, Offred, que jamais imaginou viver dias tão perturbados, ceifados de sua liberdade e de sua família. Essa mesma Offred já teve um nome, mas agora fora reduzida a Aia e carrega a responsabilidade de engravidar do comandante da casa na qual serve, pois do contrário, será descartada e não terá um destino feliz. Elas falam o mínimo possível, não podem sair livremente de casa, toda a República se encheu de figuras, livros não são permitidos e a bíblia utilizada para as cerimônias antes do ato sexual fica trancada a sete chaves.
“Sei por que não há nenhum vidro na frente do quadro de íris azuis, e por que a janela só se abre parcialmente e por que o vidro nela é inquebrável. Não é de fugas que eles têm medo. Não iríamos muito longe. São daquelas outras fugas, aquelas que você pode abrir a si mesma, se tiver um instrumento cortante.”


Em um governo ditador, com punições extremamente cruéis, cheio de regras abusivas e absurdas, preconceituoso que causa medo e repulsa só de imaginar uma sociedade vivendo dessa forma. No outro lado da trama também conhecemos um pouco da vida antes do governo se instalar e alguns personagens se destacam. A leitura termina em ponto alto e pelo clamor do público atualmente, ganhou um segundo livro “Os Testamentos”, tamanha curiosidade dos leitores pelo suspense e questionamentos ao final da trama, afinal todos desejam saber o que de fato aconteceu com Offred e a República de Gilead. 

O Conto da Aia é uma distopia, que choca o leitor do início ao fim. Algumas imagens e os diálogos são perturbadores, mas ainda assim é uma leitura que vale a pena realizar, sobretudo pelo impacto do enredo, das frases e as reflexões que gera.


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