| Resenha | O Diário de Anne Frank - Anne Frank, Ari Folman & David Polonsky - Editora Record

Título: O Diário de Anne Frank
Autora: Anne Frank 
Editora: Record 
Ano: 2017
Páginas: 169
Onde Comprar: AMAZON 
Sinopse:

Um dos livros mais lidos do mundo agora chega ao Brasil em sua primeira edição oficial em quadrinhos, autorizada pela Anne Frank Fonds Basel “O diário de Anne Frank” foi publicado pela primeira vez em 1947 e faz parte do cânone literário do Holocausto. E agora, pela primeira vez, vem à luz esta edição em quadrinhos. O roteirista e diretor cinematográfico Ari Folman e o ilustrador David Polonsky demonstram com essa adaptação a dimensão e a genialidade literárias da jovem autora. Eles tornam visual o contemporâneo documento histórico de Anne Frank e traduzem o contexto da época no qual foi escrito. Baseada na edição definitiva do diário, autorizada por Otto Frank, pai de Anne – um dos livros mais vendidos do mundo, publicado no Brasil pela Editora Record –, esta versão em quadrinhos torna tangível o destino dos oito habitantes do Anexo durante seus dias no esconderijo.




"Acreditamos que a maioria está sendo assassinada. A rádio inglesa diz que eles estão sendo mortos por gás. Talvez seja o modo mais rápido de morrer."
Sempre tive curiosidade em ler e conhecer a história de Anne Frank e quando vi que tinha uma versão em quadrinhos fiquei muito empolgada. 

E não é por menos, Ari Folman e David Polonsky, retratam com uma sensibilidade ímpar uma época extremamente dolorosa em meio ao regime nazista. 

Em 1942, o pai de Anne, Otto Frank teve que deixar a Alemanha para proteger-se dos ataques contra os judeus, mas não demoraria até que a Holanda fosse invadida pelo terror e sua família ficasse novamente vulnerável. Com o crescente aumento nas perseguições e execuções aos judeus, a família de Anne precisou se reinventar para tentar sobreviver ao Holocausto. 

É ai, que conhecemos os relatos e desabafos daquela jovem de apenas 13 anos, que durante alguns anos dividiu a vida com mais sete pessoas em um pequeno espaço chamado de “Anexo Secreto”, enquanto tentavam desesperadamente sobreviver a escassez de alimentos, a guerra e a perseguição contra os judeus acabar.



De forma bem lúdica, as ilustrações nos dão uma ideia dos sentimentos de Anne. Suas paixões, decepções, acessos de raiva, dificuldades em se relacionar com as pessoas, principalmente sua mãe e irmã. 

Ainda não li a versão completa do diário, mas já quero ler e também me senti comovida, pois é impossível não se emocionar, ficar angustiado, se solidarizar e refletir sobre um período tão triste e marcante da história mundial. 

Uma leitura muito fluida, de fácil compreensão. Para o público juvenil é uma ótima forma de conhecer um pouco da história dessa jovem, mas também indico para todos. Assim não só relembramos de um passado não tão distante que marcou muitas famílias, como conhecemos a autobiografia de Anne. 

A edição compõe ilustrações em colorido, traços ora mais marcantes e em outras mais delicados, frases e textos agrupados para que pudessem caber no projeto e ainda conta com um posfácio do que aconteceu com Anne e aquelas pessoas após serem capturadas e enviadas para os campos de concentração em 4 de agosto de 1944.


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