| Resenha | A Prisioneira do Tempo - Kate Morton - Editora Arqueiro

Título: A Prisioneira do Tempo
Autora: Kate Morton
Editora: Arqueiro
Ano: 2020
Páginas: 488
Onde Comprar: AMAZON 
Sinopse:

*Livro recebido em parceria com a editora.


No verão de 1862, um grupo de jovens artistas liderado pelo talentoso e passional Edward Radcliffe segue para Birchwood Manor, uma bela casa de campo às margens do rio Tâmisa. O plano é passarem um mês isolados em uma aura de inspiração e criatividade. No entanto, ao fim do verão, uma mulher está morta e outra desaparecida, uma herança inestimável se perdeu, e a vida de Edward está arruinada.
Mais de 150 anos depois, Elodie Winslow, uma arquivista de Londres, descobre uma bolsa de couro contendo dois itens aparentemente sem conexão: a fotografia de uma mulher de aparência impressionante, vestida em roupas vitorianas, e o caderno de desenho de um artista, que inclui o rascunho de uma grande casa à beira de um rio.
Por que Birchwood Manor parece tão familiar a Elodie? E quem é a linda mulher na fotografia? Será possível, depois de tanto tempo, desvendar seus segredos?
Narrada por diversos personagens ao longo das décadas, A prisioneira do tempo é uma história de assassinato, mistério e roubo, de arte, amor e perda. Entremeando cada página, há a voz de uma mulher que teve seu nome apagado da história, mas que assistiu a tudo de perto e mal pode esperar pela chance de contar sua versão dos fatos.





“O verão havia sido contaminado. As primeiras folhas começaram a cair, apodrecendo nas poças sob as sebes minguadas, e Edward, que amava aquela casa, passou a espreitar seus corredores, aprisionado.
Até que não aguentou mais. Arrumou suas coisas para partir, e não pude detê-lo.
Os outros o seguiram, como sempre faziam.
E eu? Não tive escolha. Fiquei para trás.”

Verão de 2017, Elodie Winslow dedica-se ao seu trabalho como arquivista em um escritório em Londres. Durante mais um dia de trabalho, algo chama sua atenção, uma caixa que ainda não tinha sido catalogada. Ao abrir o conteúdo, ela se depara com uma bolsa, contendo um livro bem antigo que descobriria ser um caderno de desenho bem antigo e uma foto de uma mulher vestida de branco e feições marcantes. 

Assim que começa a explorar as pinturas no caderno, Elodie se recorda de uma história sobre uma casa, com uma rainha das fadas, vilões e heróis que sua mãe lhe contava quando era pequena, então ela decide pegar os itens levando-os para casa afim de obter suas respostas. Ela descobre que sua família morou durante um tempo e que Tip estava escondendo algo sobre a bela mulher da foto e algo lhe dizia que aquela casa as margens do rio Tâmisa teria seus segredos. 

E de fato teria. No verão de 1862, Birchwood Manor, como era chamada a casa de sua história, fora o cenário inspirador para Edward Radcliffe realizar suas pinturas ao lado de sua musa, Lily Millington e também passar um mês com seus amigos e sua jovem irmã. O que deveria ter sido uma grande história de amor, acabou revelando-se uma grande tragédia ao final da temporada, com a morte de uma mulher, o desaparecimento de outra, bem como o sumiço de Radcliffe Blue, uma joia bem valiosa, marcando a vida daquele homem para sempre, assim como a sua ruína. 

“A verdade depende de quem está contando a história.”


É com essa premissa que a história se desenvolve e somos levados aos acontecimentos de mais de 150 anos depois. A narrativa vai se alternando no passado e presente, onde um grande enigma se desenrola. Para quem não conhece a escrita da autora, pode se sentir um pouco perdido no início, mas conforme os capítulos vão se desenvolvendo, as informações vão se conectando e a leitura pega ritmo. 

Dividido em quatro partes, cada uma dessas foi bem explorada e o enredo construído é repleto de informações e rico em detalhes, mas o excesso de descrições e narradores de certo pode dar uma desacelerada e tornar a leitura mais cansativa. 

Mas ainda assim é impossível não criar teorias sobre todos os mistérios que a trama guarda. A autora soube conduzi-los muito bem, apesar dos fragmentos estar no avançar dos capítulos, me surpreendi com as revelações finais. 

Kate Morton mais uma vez nos entrega uma história que ultrapassa as barreiras do tempo. Uma narrativa repleta de fantasia, segredos, perdas, tragédias, decepções, amor, de forma delicada e muito emocionante que valeu a pena conhecer.


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