| Resenha | A Casa Holandesa - Ann Patchett - Editora Intrínseca

Título: A Casa Holandesa (Intrínsecos 020)
Autora: Ann Patchett
Editora: Intrínseca
Ano: 2020
Páginas: 345
Nota: 3🌟
Onde Comprar: INTRÍNSECOS
Sinopse:

Após a Segunda Guerra Mundial, graças a uma conjugação de sorte e senso de oportunidades, Cyril Conroy entra no ramo imobiliário, criando um negócio que logo se torna um império e leva sua família da pobreza para uma vida de opulência. Uma de suas primeiras aquisições é a Casa Holandesa, uma extravagante propriedade no subúrbio da Filadélfia. Mas o que ele imaginou que seria uma surpresa incrível para a esposa acaba por desencadear o esfacelamento da família.
Quem nos conta essa história é o filho de Cyril, Danny, quando ele e a irmã mais velha - a autoconfiante Maeve - já não moram mais na casa em que cresceram, onde cada centímetro um dia ocupado por eles, pela mãe e o pai agora pertence a madrasta e suas duas filhas. Danny e Maeve aprenderam muito cedo que eram a única certeza na vida um do outro. Eles e a Casa Holandesa.
A construção - erguida na década de 1920 pelos Van Hoebeeks, um casal que fez fortuna comercializando tabaco e cujos retratos em tamanho real ainda estão acima da lareira, na sala de estar - exerce certa aura mágica sobre todos os habitantes da trama, não apenas Maeve e Danny. Foi um troféu para o pai deles, um fardo para mãe, uma ambição concretizada para madrasta. Apesar de suas conquistas ao longo da vida, Danny e Maeve só se sentem verdadeiramente confortáveis quando estão juntos e repetidas vezes voltam aquele endereço, observadores externos da própria vida.


"Existem momentos na vida em que damos um salto, e o passado que nos sustentava até então saí de trás de nós e o futuro onde pretendíamos aterrisar ainda não está em seu lugar, e por um instante ficamos suspensos, sem reconhecer nada nem ninguém, nem a nós mesmos."
Um dos grandes feitos de Cyril Conroy foi a compra da Casa Holandesa construída pelos VanHoebeeks. O ambiente peculiar daquela casa com seus papéis de parede, retratos da antiga família e tantos outros objetos, passou a ser um lugar sufocante para Elna, sua esposa que não aguentou e em um dia foi embora para Índia, abandonando seus filhos Maeve e Danny. 

Maeve é a filha mais velha e sente muita falta de sua mãe, tanto que sua saúde ficou frágil desde sua partida. Ela tem dificuldades em entender porque sua mãe não os levou junto com ela. 

Danny é o mais novo. Não entende muito bem o que aconteceu, mas sente a frieza e dureza de seu pai ao lidar com eles e por isso ambos os irmãos são cuidados pelos empregados da casa, apesar de Maeve ser bem responsável, ela faz de tudo para cuidar dela e de Danny mesmo com tão pouca idade. 

Não demoraria muito para que seu pai, que vivia para o trabalho, cair nas garras de Andrea, que foi se infiltrando na família com suas duas filhas pequenas e tomando o lugar na vida de Cyril. 

Os anos se passam, Maeve está na faculdade, quando é surpreendida com a morte precoce de seu pai e para piorar com a maior idade de Danny, a madrasta expulsa os dois da casa de onde cresceram, deixando-os sem um tostão, apenas com as lembranças daquele lugar. 


A Casa Holandesa foi o livro da Caixinha 020 do Intrínsecos. 

Estava animada para fazer essa leitura pois adoro dramas familiares e aqui temos muitos. 

A narrativa é feita por Danny. Dividindo por partes, passamos pelas fases da vida dos irmãos no passado até a fase adulta. 

De forma ágil e com uma escrita fluida, foi fácil se conectar com o drama vivido pelos personagens, até porque a autora traz a tona temas como abandono familiar, depressão, sendo impossível não criar empatia com tanto sofrimento. 

Porém, algumas coisas me deixaram incomodada ao longo da leitura. Que Maeve ama seu irmão e é superprotetora ficou evidente, mas boa parte de suas ações enquanto na vida adulta são bem egoístas. 

Outro ponto que incomodou muito foi Elna, que abandonou seus filhos pequenos, primeiro porque não suportava a casa e segundo para fazer caridade pelo mundo e cuidar de pessoas menos afortunadas, sendo que eles nencessitavam de cuidados e nunca fez um contato com eles, para depois de crescidos aparecer e voltar para casa que tanto abominou, enfim, não me convenceu. 

Apesar de ter me emocionado em algumas cenas e gostado da relação de cuidado e amizade de Danny e Maeve, infelizmente, foi uma leitura que terminei frustrada e que apresentou falhas para me deixar envolvida por completo.


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